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Posse,01/03/2026

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Com 35,7% de obesidade entre adultos, Goiânia supera média nacional

Dados do Vigitel e do Sisvan mostram avanço acelerado da obesidade no país


Com 35,7% de obesidade entre adultos, Goiânia supera média nacional

A obesidade continua avançando de forma preocupante no Brasil. Dados mais recentes do Vigitel, levantamento do Ministério da Saúde, indicam que a prevalência da doença cresceu 118% entre 2006 e 2024, atingindo 25,7% da população adulta — o equivalente a um em cada quatro brasileiros.

Em Goiânia, o cenário é ainda mais alarmante. O índice total de obesidade entre adultos chega a 35,7%, percentual significativamente superior à média nacional.

Distribuição por grau

O detalhamento dos dados mostra que:



  • 21,72% dos adultos estão com obesidade grau I (IMC entre 30 e 34,9);




  • 9,04% apresentam obesidade grau II (IMC entre 35 e 39,9);




  • 4,94% já se enquadram na obesidade grau III (IMC acima de 40), considerada a forma mais grave da doença.



Quando o recorte considera o sobrepeso — caracterizado por índice de massa corporal acima de 25 kg/m² — os números se ampliam. Em nível nacional, houve crescimento de 46,9% no período analisado, e atualmente 62,6% dos adultos brasileiros estão acima do peso ideal.

Dados do Sisvan reforçam alerta

Informações de 2025 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), baseadas em atendimentos realizados na atenção primária do SUS, apontam que 36,3% dos adultos acompanhados estavam com obesidade no ano passado. Já o percentual de pessoas acima do peso chegou a 70,9%.

Os números reforçam o desafio enfrentado pelos gestores públicos na área da saúde e evidenciam a necessidade de estratégias mais eficazes de prevenção e acompanhamento nutricional.

Pequenos municípios também preocupam

O avanço da obesidade não está restrito aos grandes centros urbanos. Entre as dez cidades brasileiras com maiores percentuais de obesidade entre adultos estão:



  • Lupércio (SP), com 66,67%;




  • Herculândia (SP), com 64,71%;




  • São José do Bonfim (PB), com 61,63%.



A lista ainda inclui municípios do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, todos com índices superiores a 59%.

Embora Goiânia não figure entre os piores percentuais do país, o índice registrado na capital goiana reforça o alerta para a adoção de políticas públicas voltadas à promoção de hábitos saudáveis.

Principais causas

Especialistas apontam que o crescimento acelerado da obesidade está relacionado a fatores como:



  • Sedentarismo;




  • Consumo elevado de alimentos ultraprocessados;




  • Rotina acelerada;




  • Desigualdade no acesso a alimentos saudáveis.



O cenário indica que o enfrentamento da obesidade exige ações integradas entre poder público, profissionais de saúde e sociedade, com foco em educação alimentar, incentivo à prática de atividades físicas e ampliação do acesso a alimentos in natura.

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A tendência de alta observada nos últimos anos coloca o tema como uma das principais preocupações de saúde pública no país.




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